Qual é o perfil de um praticante?
Entre os nossos alunos sempre houve pessoas de ambos os sexos em proporção semelhante e pessoas de todas as idades, profissões, raças e credos.
Nos últimos anos nosso trabalho vem sendo mais procurado por estudantes, empresários, executivos, profissionais liberais, desportistas, políticos e artistas.
A faixa de idade estabilizou-se entre 20 e 50 anos de idade. Algumas pessoas com menos, outras com mais. Quanto às religiões dos praticantes, notamos que cresceu bastante o número de adeptos de todas as religiões. Dentre os protestantes temos observado mais procura por parte dos adventistas e batistas. Os que não compreendem nossa filosofia e chegam a publicar matérias difamatórias são algumas seitas evangélicas. Mas isso se explica: algumas são pessoas humildes que pela injustiça social ficaram comprimidas na base da pirâmide cultural.
Em termos sócio-econômicos, nosso sistema de aprimoramento pessoal é mais procurado pelas classes culturais A e B. A classe C gosta de Yôga, mas poucos desse grupo o praticam em escolas especializadas por problemas econômicos. Por outro lado consomem muitos livros e CDs para praticar sozinhos. Já a classe D cultural não sabe o que é o Yôga, não faz parte do seu universo. Pensa que se trata de alguma espécie de seita, ou de ginástica, ou de terapia.
As profissões que mais procuram nossa escola são, em primeiro lugar, os engenheiros; depois, os advogados, médicos, dentistas, arquitetos, professores de educação física, dança e artes marciais. Os estudantes universitários também formam uma parcela expressiva.
Outra tendência observada nos últimos tempos foi a de muitos empresários e executivos descobrirem que nossos recursos podiam ajudá-los não apenas a administrar o stress, mas também aumentar sua produtividade e melhorar sua qualidade de vida. Por esse motivo, muitos deles introduziram o Método DeRose nas respectivas empresas.
Nos cargos de decisão e comando, ao controlar o stress, nossa metodologia reduziu os índices de esgotamento, estafa, úlceras, gastrite, pressão alta, enfarto, enxaqueca e insônia. No pessoal de escritório, ao combater o sedentarismo, eliminou dores nas costas, corrigiu alguns problemas de coluna, hemorróidas, sonolência depois do almoço e irritabilidade que atrapalhava as relações humanas entre os funcionários e emperrava a máquina administrativa. Entre os operários, aumentou a produtividade em cerca de 30%, pois oxigenou seus cérebros e lhes proporcionou mais concentração, o que reduziu os erros operacionais e os acidentes para quase zero. Em todos os escalões observou-se uma queda considerável nas faltas ao trabalho por motivos de saúde. Só de gripes, por exemplo, as faltas caíram pela metade.
Os profissionais ligados à área de esporte nos procuram uma vez que são beneficiados com o aumento de resistência, alongamento muscular, flexibilidade, know-how contra distensões, mais concentração e controle emocional.
Os artistas descobriram que nossos recursos precipitam a sensibilidade e a criatividade. Aí, incluem-se os artistas plásticos, os da música e até os da publicidade. É enorme o número de cantores e atores de televisão que praticam conosco, sem falar nos locutores que vêm buscar as técnicas de respiração e mantra para educar a voz.
Os estudantes estão interessados no melhor aproveitamento com menos horas de estudo e no controle do sistema nervoso nas provas. Como vemos pelos exemplos acima, quase ninguém está interessado no Yôga em si. Quase todos querem só os benefícios utilitários que constituem apenas seus efeitos colaterais, simples migalhas. Nossa Cultura é superlativamente maior, mais importante e mais profunda do que esses pequenos benefícios.
Qual a razão de termos uma imagem errada sobre essa filosofia?
Acontece que temos imagens erradas sobre quase todas as coisas.
É preciso que a imprensa, o jornalismo, a televisão, o rádio, enfim, todos os profissionais da comunicação reconheçam a grande responsabilidade que têm sobre a opinião pública e assumam a boa vontade de esclarecer a população, fazendo um trabalho sério e corrigindo a imagem distorcida.
O Yôga é suficientemente sensacional por si só, não precisa do sensacionalismo. É lindo como espetáculo visual, não necessita do aspecto circense.
Mas seria necessário recorrer à consultoria somente de instrutores de Yôga diplomados, e jamais entrevistar leigos que se autodenominem “professores de yóga” sem ser formados, pois isso só embaralha mais e desinforma os leitores ou espectadores.
Quando se buscam esclarecimentos sobre medicina entrevista-se um médico formado e o mesmo ocorre com qualquer profissão. No caso do Yôga a imprensa dá ouvidos a curiosos, leigos e aventureiros ao invés de aplicar o cuidado ético de só veicular opiniões técnicas autorizadas. Isso está errado.







